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CAPA

EDITORIAL
Nesta edição, uma entrevista, inteligente e informal, com o bibliófilo José Mindlin


ENTREVISTA
José Ephim Mindlin: inteligência, lucidez e bom humor numa entrevista surpreendente!


CRÔNICA
Crônica de Artur Xexéu: Dr. Kildare versus Dr. Casey... Você lembra desses seriados médicos?


MEIO AMBIENTE
Estado do Amazonas: as comunidades indígenas e o (difícil) acesso à saúde


CONJUNTURA
A difícil rotina dos médicos intensivistas em UTI pediátrica é tema de tese de doutorado


SINTONIA
Veja o que diz Lynn Silver, subsecretária de Saúde de NY, sobre o sistema de saúde norte-americano


DEBATE
Debate sobre Custos e Qualidade no atendimento à saúde reúne Cremesp, HSL e Unimed


HOMENAGEM AO DIA DA MULHER
Texto de Isac Jorge Fº, rico em detalhes, traz a triste história das mulheres ditas "feiticeiras"...


GOURMET
Prepare-se para sentar-se à mesa e saborear duas receitas simples, mas deliciosas!


HOBBIE
Acredite: médico e artista cria nova técnica de pintura a partir da expressão de rabiscos


COM A PALAVRA
Pra descontrair, consulte o Pequeno Glossário de Chistes Médicos, de Christopher Peterson


TURISMO
Ilha Grande... ah... essa viagem você tem que fazer! Fotos e texto transportam você para lá, virtualmente...


CARTAS & NOTAS
Aqui, você tem um espaço aberto para comunicar-se com nossa editoria


LIVRO DE CABECEIRA
Para quem gosta de uma boa leitura, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda


POESIA
Poesia de E. E. Cummings, do livro 40 Poem(a)s


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Edição 38 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2007

ENTREVISTA

José Ephim Mindlin: inteligência, lucidez e bom humor numa entrevista surpreendente!

José Mindlin

“Tenho amigos numa gradação parecida a O círculo de giz caucasiano, de Bertold Brecht, em que deixo entrar pouca gente”

A dedicação aos livros fez com que o bibliófilo José Ephim Mindlin, de 92 anos, conseguisse reunir o maior e mais valioso acervo bibliográfico privado do país. Sua biblioteca tem mais de 40 mil títulos, incluindo exemplares raros e raríssimos, como os originais de Grande Sertão Veredas.

No ano passado ele doou à Universidade de São Paulo (USP) a parte brasileira dessa importante coleção, intitulada Biblioteca Brasiliana, que reúne cerca de 18 mil títulos. Mindlin tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) no ano passado com aprovação de 36 dos 37 votantes, numa eleição que teve apenas duas abstenções. Uma delas de Paulo Coelho, a quem faz duras críticas nesta entrevista. Mais leitor do que escritor, sua indicação evidencia uma tendência na ABL, a de escolher seus pares priorizando a importância cultural do candidato em vez da produção literária. Mindlin escreveu apenas três obras, Uma vida entre livros: reencontros com o tempo (1997), Memórias esparsas de uma biblioteca (2004) e Destaques da Biblioteca InDisciplinada de Guita e José Mindlin (2006).

Leitor voraz, armazena na cabeça um vasto mundo. Ele acredita ter lido mais de oito mil volumes durante toda a vida. Questionado sobre seu livro preferido respondeu: “Os livros sentem ciúmes”. Mindlin tornou-se o redator mais jovem do jornal O Estado de São Paulo, colaborando na conspiração contra o Partido Republicano Paulista (PRP), na Revolução de 1930. Foi presidente da Fundação Bienal em 1984 e secretário estadual da Cultura, Ciência e Tecnologia de São Paulo no governo biônico de Paulo Egydio Martins (1971/1975). Paradoxalmente, atuou como advogado e fundou a indústria siderúrgica Metal Leve.

A vida eclética desse filho de imigrantes judeus-ucranianos catapultou-o à condição de personalidade cultural brasileira. Considera sua vida rica e feliz, principalmente por tê-la compartilhado com Guita, que conheceu durante o quinto ano da Faculdade de Direito da USP. “Um dia cheguei na faculdade e vi uma moça cercada de rapazes que insistiam para ela entrar em um dos partidos acadêmicos. Entrei na roda e disse: ‘tudo isso é bobagem, se você quer um bom partido estou aqui’. Ela me tomou em sério e começamos um namoro. Casamos em 1938, eu com 24 e ela com 22 anos. Em dezembro de 2006 festejaríamos 68 anos de casados se Guita não tivesse morrido em junho. Foi um trauma muito grande e inesperado”, revelou ele em entrevista concedida em sua residência, na zona sul da Capital, aos conselheiros do Cremesp, Ieda Therezinha Verreschi, Luiz Carlos Aiex Alves, Caio Rosenthal e à editora-chefe da revista, Fátima Barbosa.

Ser: Quando o senhor leu seu primeiro livro?
Mindlin:
Acho que pouco antes de fazer sete anos. Aos 12 anos comecei a ler livros mais sérios como os de Monteiro Lobato. Eu sou de 1914 e devo ter lido a primeira edição de Narizinho, que é de 1920.

Ser: E a colecionar livros?
Mindlin:
Meu contato incial com os livros foi por meio da leitura, que é um processo envolvente. Ao ler um autor queremos conhecer a obra toda. O primeiro autor, cuja obra eu li toda foi Visconde de Taunay. Acho que o primeiro autor adulto que li, aos 12 anos, foi Alexandre Herculano – O monge de Cister, O Bobo, Lendas e Narrativas – e Raul Pompéia. Aos 13 anos já lia Machado de Assis e outras obras como a História Geral das Religiões e História Geral das Artes, porque era muito ligado ao meu irmão mais velho, o Henrique, que integrou a primeira geração de arquitetos modernistas. O que ele lia aos 16 eu lia aos 12. E aí não parei mais. Éramos três irmãos e uma irmã. Sou o terceiro.
 
Ser: Quando o senhor começou a se interessar por livro raros?
Mindlin:
Aos 13 anos já andava sozinho de bonde e comecei a freqüentar sebos do centro da cidade, pois morávamos em uma travessa da Consolação, a Marquês de Paranaguá. Uma vez encontrei um discurso sobre a história universal numa tradução portuguesa publicada em Coimbra em1740 e fiquei fascinado pela data! Depois aprendi que data tem importância relativa. Existem livros modernos mais importantes do que alguns dos séculos 15 ou 16. No mesmo ano, recebi de presente uma edição moderna da História do Brasil, de Frei Vicente de Salvador, cronista do século 17. Olhando para trás, Alexandre Herculano firmou meu interesse pela ficção; o discurso sobre a história universal, por histórias antigas e frei Vicente de Salvador, pela brasileira. Esssas são as três principais vertentes de minhas leituras e compras de livros. Eu comprava livros que me atraíam, sem espírito de coleção, mas que se ampliou com o tempo. Também comprava ficção francesa. Em casa líamos indistintamente português ou francês, porque tivemos uma governanta russa que falava francês perfeitamente.
 
Ser: O senhor trabalhou na redação do Estadão?
Mindlin:
Meu pai era amigo do Nestor Rangel Pestana, um dos diretores do jornal. Fui o jornalista mais jovem do Estado. Em maio de 1930, entrei no Estado para ser redator e repórter e, em setembro, completei 16 anos. Foi uma experiência extraordinária na minha formação. Aprendi a escrever com simplicidade e clareza, numa linguagem acessível a um público médio. Além disso, adquiri experiência ao conhecer os bastidores da sociedade e da política.

Ser: Sobre quais assuntos o senhor escrevia?
Mindlin:
Reportagens gerais, o trabalho era polivalente. Na época, a Revolução de 1930 estava em fermentação e a conspiração era centralizada na redação do Estado, que era contra o PRP (Partido Republicano Paulista). A comunicação com o Rio de Janeiro tinha que ser feita por telefone, mas havia censura. Eu era o único redator que falava inglês. Então, para driblar a censura telefônica, o Júlio Mesquita Filho, me chamava a sua sala para transmitir mensagens em inglês ao Vivaldo Coaraci, que chefiava a sucursal do jornal no Rio de Janeiro. Eu era um menino de 16 anos que passava informação sobre a conspiração! Essas coisas me amadureceram e tiveram grandes influências na minha vida.

Ser: Quanto tempo trabalhou para o jornal?
Mindlin:
Por quatro anos, com duas interrupções para viagens. Em 1931, um primo dos Estados Unidos convenceu meus pais que minha irmã e eu fôssemos estudar lá. Acho que ele era apaixonado por minha irmã e inventou essa história. Foi a primeira interrupção do trabalho e houve uma despedida geral de toda a redação. Fiz um semestre na Universidade de Columbia, mas era a época da Lei Seca e minha mãe, que foi conosco, estava horrorizada com a deterioração da juventude, que bebia só falsificados, já que as boas bebidas eram proibidas. Então, regressamos no final do ano e voltei ao jornal.

Ser: O senhor também trabalhou como advogado?
Mindlin:
Entrei na faculdade de Direito em 1932 e me formei em 36. No terceiro ano, fui para a Europa, porque o Governo de São Paulo fora convidado a mandar um universitário na comitiva da Marinha que iria buscar um navio-escola na Inglaterra. Éramos quatro estudantes civis. Fomos até a divisa com a Escócia, depois de uma visita à própria Inglaterra, França, Portugal, Gibraltar, Itália e Espanha. Passei cinco meses nessa viagem. Nós, estudantes, não tínhamos nenhuma obrigação quando chegávamos num porto. E por ser um dos únicos a falar francês e inglês, era muito procurado pelos oficiais para orientá-los em terra. Na viagem de volta, que durou 49 dias (Cabral levou 43 para cruzar o Atlântico), eu li cerca de 50 livros que comprei em Paris. Chegando ao Brasil retornei à faculdade e ao Estado, mas por pouco tempo. Achei que já era hora de optar pelo Direito, pois o que o jornalismo podia fazer pela minha formação já havia feito. Em 1936 entrei no escritório de advocacia do Antonio Augusto de Covello, um grande criminalista, além de atuar nas áreas civil e comercial. Fui o filho que ele não teve, nossa relação foi muito boa.

Ser: O senhor sempre cultivou boas relações de amizade?
Mindlin:
Não sei bem porque tive essa sorte. Pode até ser que sim, mas não acredito que tenha inimigos. Tenho muitos amigos numa gradação parecida com O círculo de giz caucasiano, de Bertold Brecht, em que deixo entrar pouca gente. Um círculo para amigos mais íntimos, outro para os razoáveis e depois outro, onde reina a indiferença. Sempre procurei cultivar a indiferença com as coisas que não têm importância. As pessoas ficam  enraivecidas e aborrecidas com coisas que não têm importância. Não vejo razão para isso. Quando me acontece algum contratempo, minha primeira reação é a de que poderia ter sido pior.

Ser: Onde foi instalada a sua primeira biblioteca?
Mindlin:
A primeira ocupou este espaço (na sua residência) e foi instalada em 1948, quando viemos morar aqui. Estou nesta casa há 58 anos. Depois, os livros foram crescendo e fizemos um pavilhão, em 1965, achando que o problema de espaço estava resolvido. Mas há alguns anos comprei duas bibliotecas, uma em Salvador e outra no Recife, e tivemos de alugar (e acabar comprando) um apartamento em frente à nossa garagem, com uma sala grande e dois quartos, que está cheia de livros. Depois disso não comprei mais bibliotecas.

Ser: O Rubem Borba, que foi diretor das bibliotecas Municipal de São Paulo e Nacional, deixou toda sua coleção de livros ao senhor em testamento?
Mindlin:
Eu o conheci um pouco antes de 1940, ficamos amigos por causa dos livros. Ele era como um irmão mais velho. Rubens era apaixonado e grande conhecedor de livros raros sobre o Brasil, inclusive foi convidado para organizar a biblioteca da ONU e ficou alguns anos nos Estados Unidos e na França. Nós estudávamos uma forma de nossas bibliotecas se conservarem, criando uma fundação.

Ser: Para doar sua biblioteca à USP o senhor fez alguma exigência?
Mindlin:
Naturalmente. A primeira exigência é que fosse construído um prédio para recebê-la, de forma que não se misturasse com as outras que a universidade possui. Nós doamos a Brasiliana, a parte de livros, documentos e periódicos de assuntos brasileiros que representam quase a metade da biblioteca, com cerca de 18 mil títulos. Possui obras muito raras, alguns originais de autores brasileiros, como por exemplo, Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa. Resolvemos doar para um bem público, porque sua dimensão excede ao de uma razoável coleção particular. A segunda exigência foi a seguinte: se o prédio não ficasse pronto no prazo que fixamos em comum acordo, poderíamos cancelar a doação. Outra exigência: se a universidade fosse privatizada, cancelaríamos a doação. Também pedimos a criação de um conselho em que participariam paritariamente, pessoas da universidade e da família, enquanto nossos filhos vivessem. Isso dá um tempo para uma instituição se consolidar.

Ser: O senhor tem algum livro de medicina?
Mindlin:
Temos a primeira revista médica e alguma coisa do século 19, sobre homeopatia, o Dicionário de Medicina Popular, História Natural, Medicina Científica, a Flora Brasiliense, que são 40 volumes, com mais de 3.000 gravuras. Como a biblioteca foi crescendo e começaram a aparecer pesquisadores, procurei incorporar esses assuntos. São temas que não me interessam pessoalmente, mas importantes para o estudo de assuntos brasileiros.

Ser: A Brasiliana ainda está aqui?
Mindlin:
Sim, até o prédio estar terminado. Ele está no começo, a burocracia para chegar a esse ponto foi terrível. Você faz uma doação de porte e tem que lutar por isso. A Guita e eu há muito pensávamos no futuro da biblioteca. Pelo menos a parte brasileira não deveria se dispersar, porque tornou-se um conjunto indivisível, com livros desde o começo do século 16 até os nossos dias. É um conjunto que perde expressão e personalidade se for dividido entre os filhos. E os filhos apoiaram inteiramente a idéia.

Ser: E os livros que não são brasileiros?
Mindlin:
Esses ficam para os filhos, porque são unidades. Nós temos as primeiras edições de Camões e uma grande coleção com livros portugueses importantes que possivelmente serão vendidas ou os filhos ficam com isso. Aí já é problema deles.

Ser: Qual é a edição mais antiga do seu acervo?
Mindlin:
É a primeira edição ilustrada dos Triunfos, de (Francesco) Petrarca, publicada em 1488, em Veneza, encadernado junto com os Sonetos, também de Petrarca, que não são ilustrados. Um foi impresso em abril e o outro em junho de 1488. Sempre tive a preocupação de ter na biblioteca bons exemplos do que foi o livro desde o século 15 até nossos dias.

Ser: Como o senhor se define politicamente?
Mindlin:
De centro-esquerda. No regime militar era considerado um comunista perigoso. Fui secretário de Cultura, Ciência e Tecnologia a convite do Paulo Egydio. Hesitei porque não queria fazer parte de um governo não eleito, fui contrário ao regime militar, do começo ao fim. Mas o Paulo Egydio disse que havia uma perspectiva de abertura. A família era toda contra. Então, pedi a opinião de alguns amigos, inclusive ao Antonio Cândido, que me convenceram a aceitar. Combinei com o Paulo Egydio que ficaria um ano no cargo e que sairia se a abertura política não se iniciasse. E, surpreendentemente, deu para fazer muita coisa. Quando trabalhamos sem a preocupação de fazer carreira política e sabendo dizer não quando necessário, é possível fazer muita coisa. As verbas eram pequenas. Porém, mais importante do que verbas são as idéias. Para as boas idéias, o dinheiro aparece.

Ser: O que deveria ser feito para incentivar e criar o hábito da leitura?
Mindlin:
Mesmo na minha geração, a leitura era objeto da minoria, mas agora agravou-se por causa das novas tecnologias que absorvem o tempo. Estou envolvido em programas de incentivo à leitura. O exemplo leva a criança a ler; se os pais lêem em voz alta e fazem comentários com os filhos, uma parte deles adquire o hábito. O amor ao livro e à leitura é um vírus incurável que faz muito bem. Procuro inocular esse vírus na maior parte das pessoas, especialmente na infância e juventude, mas também entre adultos. Porém, a maior parte das famílias brasileiras não tem livros em casa, de modo que o problema passa para a escola. Mas, na escola, a leitura tem que ser usada como fonte de prazer e não como uma obrigação. Há outra forma de fazer a criança ler, meio de brincadeira e meio sério; se eu coloco um livro sobre a mesa e digo à criança: “este livro não é para você ainda, deixa para ler mais tarde”. Pode ter certeza que no dia seguinte ela estará lendo o livro.

Ser: Qual a opinião do senhor sobre traduções de livros?
Mindlin:
Em geral as traduções são ruins, porque é um trabalho mal pago.
É claro que é preferível ler no original, mas um livro bem traduzido tem muita procura.

Ser: As editoras hoje têm interesses lucrativos, obviamente para sobreviver, elas têm de vender. Então, ocorrem desvios. De repente, Paulo Coelho é um imortal.
Mindlin:
Tenho impressão que o brilho do Paulo Coelho está decaindo. Eu li O Alquimista para poder dizer que não gostei. O livro tem até erros de português! Dizem as más línguas, ou boas, que no exterior ele tem certo sucesso porque os tradutores são talentosos e melhoram o texto. Eu tenho usado com certa monotonia uma frase: O Paulo Coelho está para a literatura, assim como o bispo Edir Macedo está para a religião. Já a questão do mercado do livro é um problema preocupante, pelo menos no Ocidente, para o qual não vejo solução. Há três ou cinco poderosos grupos alemães que compraram a maior parte das editoras norte-americanas e um bom número das inglesas. É um perigo porque eles vão passar a publicar só o que vende. A esperança está nos editores pequenos ou médios, porque quando crescem são engolidos por grupos que só visam o lucro.

Ser: Qual é o grande problema editorial brasileiro?
Mindlin:
O problema no Brasil é de distribuição. O editor original fica com 35%, no máximo, do preço de capa do livro, mas ele absorve todas as despesas de edição, direitos autorais, impostos e salários. O sistema de distribuição tem várias camadas de intermediários. Os outros 70% ficam com esses intermediários. A solução é ter bibliotecas acessíveis ao público. Nos EUA o sistema de distribuição é diferente, as editoras enviam livros às livrarias em consignação e, depois de um tempo, o que não é vendido é devolvido. Então, um livro antes vendido por 30 dólares pode ser encontrado por 5 dólares.

Ser: As gerações passadas liam em bibliotecas. É possível resgatar esse hábito?
Mindlin:
O país deveria ter milhares de bibliotecas públicas de qualidade. O Brasil tem registradas creio que umas cinco mil bibliotecas públicas e não sei se há mil que podem ser consideradas sérias. Sugeri ao Geraldo Alckmin (ex-governador de São Paulo), e ele aceitou, incluir no currículo escolar desde o primário uma hora informal de leitura, na qual o professor ou um aluno lê em voz alta, para os demais comentarem. Ele introduziu isso nas 6.600 escolas públicas do Estado, mas aí entra o problema dos professores, que não estão preparados. Deve haver um grande esforço de formação dos professores nesse sentido, mas sem a ilusão de resultados rápidos.


Ieda Therezinha Verreschi, Caio Rosenthal e Luiz Carlos Aiex Alves



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